Mamoplastia redutora ou mastopexia: qual a diferença?

Mariana Alcantara • 12 de outubro de 2026

Dra. Mariana Alcantara

CRM-SP 150504 | RQE 65.761 

Cirurgiã plástica formada pela UNIFESP e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Atua em cirurgia mamária estética e reparadora, com foco em indicação criteriosa, segurança, naturalidade e respeito à individualidade de cada paciente. 

Conteúdo

A mamoplastia redutora tem como objetivo diminuir o volume e o peso das mamas, geralmente corrigindo também sua queda. Já a mastopexia prioriza a elevação e a remodelação, sem buscar uma redução significativa do tamanho. A escolha depende do que incomoda a paciente e das características das mamas.


Se suas mamas estão caídas, pode ser difícil perceber se você precisa apenas levantá-las ou também diminuir seu volume. A dúvida fica ainda maior quando existe sensação de peso, dificuldade para encontrar um sutiã confortável ou receio de reduzir o volume mamário mais do que gostaria.


Embora compartilhem algumas similaridades, essas cirurgias atendem a objetivos diferentes. Entender essa distinção ajuda a explicar o que você deseja mudar nas mamas e a entender o planejamento cirúrgico com mais clareza.


O que muda entre mamoplastia redutora e mastopexia?


A diferença principal está na necessidade de reduzir o tecido mamário, e não apenas na retirada de pele.

Na mamoplastia redutora, a remoção de tecido glandular, gordura e pele busca obter mamas menores. Na mastopexia, o foco está em reorganizar os tecidos e corrigir a queda, chamada de ptose mamária.

Aspecto Mamoplastia redutora Mastopexia
Objetivo principal Reduzir volume e peso Levantar e remodelar
Mudança de tamanho A redução faz parte do planejamento Não busca necessariamente diminuir muito o volume
Correção da queda É parte integrante da cirurgia É o foco do procedimento
Reposicionamento das aréolas Faz parte do planejamento da redução mamária Faz parte do planejamento da elevação
Necessidade de silicone Não exige implantes Pode ser realizada sem prótese
Queixa que orienta a avaliação Incômodo com tamanho, peso ou proporção Incômodo principalmente com posição e formato

A presença de queda, isoladamente, não determina qual cirurgia será indicada. É preciso avaliar quanto tecido existe e se a paciente deseja manter ou diminuir o volume.


Como saber se preciso reduzir ou apenas levantar as mamas?


Uma pergunta ajuda a refletir sobre essa dúvida é: se suas mamas estivessem mais elevadas, você gostaria de manter o volume atual? Essa pergunta não substitui o exame físico, mas ajuda a separar duas expectativas que frequentemente são confundidas.


Quando o peso e o tamanho incomodam


Se você deseja mamas menores, sente desconforto com o peso ou encontra limitações para praticar exercícios, a redução de volume deve ser considerada.


Dores nas costas, no pescoço e nos ombros, marcas das alças do sutiã e irritações na pele abaixo das mamas também podem motivar a redução mamária. É necessário investigar se esses sintomas estão relacionados ao volume mamário, pois podem ter outras causas.


A página sobre mamoplastia redutora explica o procedimento, as cicatrizes e a recuperação.


Quando o tamanho agrada, mas a posição mudou


Se você está satisfeita com o volume, porém percebe excesso de pele, mamilos voltados para baixo ou mudança no formato, a mastopexia pode ser considerada.


Essa situação pode ocorrer após gestação, variações de peso ou ao longo do envelhecimento. A avaliação observa a posição das aréolas, a distribuição do tecido e a qualidade da pele.


Quando não há desejo de incluir implantes, o planejamento pode envolver a mastopexia sem prótese.


Quem faz mamoplastia redutora precisa fazer mastopexia também?


A elevação das mamas faz parte da mamoplastia redutora. Depois da retirada do excesso de tecido, a mama é remodelada e o conjunto formado pela aréola e pelo mamilo é reposicionado. Portanto, não se trata de realizar uma redução e, depois, uma segunda cirurgia para levantar as mamas.


Os dois objetivos são contemplados em uma única cirurgia. Isso explica por que uma paciente com mamas volumosas e caídas pode receber indicação de mamoplastia redutora: essa técnica cirúrgica permite diminuir o tamanho e melhorar a posição das mamas.


A mastopexia também pode diminuir o tamanho das mamas?


Pode haver alguma redução, conforme a quantidade de pele e tecido retirada. Entretanto, uma diminuição expressiva de volume não é o objetivo principal de uma mastopexia isolada.


A remodelação também pode mudar a percepção do tamanho: uma mama mais elevada e com distribuição diferente dos tecidos pode vestir de outra maneira, mesmo sem grande alteração de volume.


Por isso, dizer apenas “quero levantar” pode deixar um aspecto importante de fora. Se você também deseja diminuir as mamas, explique isso na consulta para que a retirada de tecido seja planejada de acordo com seu objetivo.


É possível levantar as mamas sem colocar silicone?


Sim. A mastopexia pode utilizar o próprio tecido mamário para remodelar as mamas, sem implantes.

A decisão sobre silicone responde a outra questão: existe desejo de acrescentar volume ou obter um preenchimento que os tecidos disponíveis não conseguem proporcionar?


A prótese não é obrigatória para corrigir a queda. Quando sua inclusão é considerada, é necessário discutir expectativas, limitações e riscos específicos dos implantes.


Essa associação é detalhada na página sobre mastopexia com prótese.


Qual das duas deixa mais cicatriz?


Não é possível responder apenas pelo nome da cirurgia. A extensão das incisões depende da quantidade de pele a retirar, da necessidade de remodelação e da técnica escolhida.


As duas podem apresentar cicatrizes semelhantes, como a vertical ou em T invertido. Por isso, uma mastopexia não significa, automaticamente, uma cicatriz menor que a de uma redução.


As cicatrizes são permanentes, embora possam se tornar menos evidentes com o tempo. O planejamento deve equilibrar a correção necessária e as limitações de cada técnica.


Os riscos e os cuidados são iguais?


A extensão da cirurgia e as condições de saúde influenciam os riscos. Portanto, não é adequado considerar a mastopexia uma operação simples ou presumir que toda redução terá recuperação mais difícil.


Entre os riscos estão sangramento, infecção, assimetrias, alterações de sensibilidade e problemas de cicatrização. Raramente, podem ocorrer alterações na perfusão da aréola e do mamilo, com perda parcial ou total de tecido.


Tanto a mamoplastia redutora quanto a mastopexia exigem avaliação pré-operatória completa e acompanhamento durante a cicatrização.  O retorno ao trabalho e aos exercícios depende da evolução individual e deve seguir a orientação da equipe médica.


A mastopexia e a mamoplastia redutora podem interferir na amamentação?


Sim. Tanto a redução quanto a mastopexia podem afetar nervos e ductos envolvidos na lactação e amamentação. A capacidade de produzir leite após a cirurgia depende, entre outros fatores, da técnica cirúrgica escolhida e do volume de tecido glandular preservado.


Algumas mulheres conseguem amamentar, enquanto outras podem produzir menos leite ou não conseguir amamentar. Por isso, é importante conversar com o cirurgião sobre os planos de gestação e amamentação antes do procedimento. Embora seja possível amamentar em muitos casos, não há garantia preservação completa da amamentação.


Como saber qual cirurgia é mais indicada para o meu caso?


Na consulta médica, o planejamento começa pela compreensão do que incomoda você e o que deseja mudar. Em seguida, o exame das mamas e o histórico de saúde ajudam a identificar as opções mais adequadas.

São considerados:


  • Volume atual e tamanho desejado.
  • Grau de queda das mamas e posição das aréolas.
  • Qualidade da pele e quantidade de tecido mamário.
  • Desconfortos físicos e impacto na rotina.
  • Cirurgias anteriores, condições de saúde e planos de gestação futura.


Também é importante falar sobre o que você não gostaria de perder. Algumas pacientes desejam diminuir o volume, mas têm receio de ficar com mamas menores do que imaginavam; outras querem preservar o volume e melhorar apenas a posição.


Compartilhar esses desejos e receios com o cirurgião plástico ajuda a alinhar as expectativas e a compreender o que a cirurgia pode oferecer. Você não precisa chegar à consulta sabendo qual procedimento escolher. O mais importante é conseguir explicar seu incômodo e compreender por que determinada abordagem foi sugerida.


Na avaliação com a Dra. Mariana Alcantara, suas expectativas e as características das mamas podem ser analisadas em conjunto para discutir um planejamento individualizado.


Referências


  1. American Society of Plastic Surgeons. Breast Lift.
  2. American Society of Plastic Surgeons. Live your breast life — answers to your breast reduction questions.
  3. Mayo Clinic. Breast reduction surgery.
  4. Mayo Clinic. Breast lift.
  5. CDC. Breast Surgery and Breastfeeding.

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